Pessoas e talento brasileiro

Rodrigo Capaz e o trabalho brasileiro por trás da nanociência de fronteira

Reconhecido pela APS, Rodrigo Capaz revela como pesquisa em materiais 2D e liderança científica no Brasil alcançam a fronteira da nanociência.

Data de referência: 2026-10-13 · 3 min de leitura · Brazilian Engineering
Ilustração editorial conceitual gerada por IA: Rodrigo Capaz e o trabalho brasileiro por trás da nanociência de fronteira. Não é fotografia documental.

O feito que a distinção identifica

Em 8 de outubro de 2026, o físico brasileiro Rodrigo Barbosa Capaz foi anunciado como Fellow da American Physical Society (APS). A eleição reconhece contribuições à física da matéria condensada e à nanociência, com destaque para nanotubos de carbono, materiais bidimensionais e a construção de colaborações científicas internacionais. O registro oficial da APS confirma Capaz como integrante da classe de 2026 pelo Forum on International Physics. [2] [3] [4]

A dificuldade técnica está em entender e controlar materiais cuja estrutura e comportamento são estudados em escala atômica. No trabalho descrito pelo CNPEM, Capaz usa métodos teóricos e simulações computacionais para investigar grafeno, nanotubos de carbono, materiais bidimensionais e semicondutores, em diálogo com a pesquisa experimental. Essa combinação é parte do que torna a nanociência aplicável: a hipótese precisa sobreviver tanto ao modelo quanto à medição. [1]

A APS limita a recomendação anual de novos Fellows a 0,5% de seus membros, excluindo estudantes. A seleção de Capaz, aprovada pelo conselho da entidade em setembro de 2026, portanto, não é apenas uma menção institucional brasileira. É uma avaliação externa do trabalho técnico e da liderança científica que ele exerce em uma área de fronteira. [1] [2] [3]

Capacidade construída no Brasil

O reconhecimento também torna visível onde essa capacidade foi construída. Capaz é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e diretor da Unidade de Nanotecnologia do CNPEM desde 2021. A Sociedade Brasileira de Física registra que sua trajetória foi desenvolvida majoritariamente no Brasil, enquanto a Academia Brasileira de Ciências o identifica como pesquisador vinculado ao CNPEM e professor da UFRJ. [1] [3] [4]

O papel atual combina pesquisa e infraestrutura científica. À frente do LNNano, Capaz coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Dispositivos Quânticos, sediado no CNPEM, e trabalha para ampliar as condições de pesquisa oferecidas a usuários internos e externos do laboratório. Isso desloca a história de uma conquista individual para uma capacidade de fazer ciência avançada funcionar em rede. [1] [4]

Há também uma ponte explícita entre conhecimento e aplicação. Segundo a SBF, o INCT busca aproximar tecnologias quânticas de aplicações, e o Projeto Temático da FAPESP coordenado por Capaz reúne produção e caracterização de materiais bidimensionais, desenvolvimento de dispositivos e estudos teóricos. São frentes diferentes, mas conectadas por uma mesma competência: transformar perguntas sobre matéria em métodos, dispositivos e colaboração técnica. [4]

Por que essa história importa

A evidência não promete um produto pronto nem mede a física brasileira por um ranking. Ela mostra algo mais específico: um pesquisador formado e atuante no país recebeu reconhecimento internacional por avanços em materiais de carbono e por criar condições de cooperação científica. O feito concreto está nessa combinação entre contribuição técnica, liderança de laboratório e participação em redes que conectam pesquisa brasileira a pares no exterior. [1] [2] [3]

Para o Brazilian Engineering, Rodrigo Capaz é uma referência de talento porque a notícia começa pelo que ele tornou possível. A nanociência exige modelos, experimentos, infraestrutura e gente capaz de atravessar essas fronteiras. Neste caso, as fontes apontam para um caminho brasileiro que vai da universidade e do laboratório nacional a projetos de materiais 2D e dispositivos quânticos, com reconhecimento formal da APS. [1] [2] [4]

Principais pontos

  • Rodrigo Capaz foi eleito Fellow da APS em 2026 por contribuições a nanotubos de carbono, materiais 2D e colaboração científica. [1] [2] [3]
  • Sua atuação brasileira conecta UFRJ, CNPEM, LNNano, INCT de Dispositivos Quânticos e pesquisa em materiais bidimensionais. [1] [4]
  • O caso evidencia talento técnico e liderança de infraestrutura científica, sem depender de uma promessa de produto ou de ranking. [1] [2] [4]

Fontes

  1. [1] Director of CNPEM’s Nanotechnology Unit is elected American Physical Society Fellow · CNPEM · primary
  2. [2] APS Fellows archive · American Physical Society · primary
  3. [3] Rodrigo Capaz é eleito Fellow da American Physical Society · Academia Brasileira de Ciências · independent
  4. [4] Rodrigo Capaz é eleito Fellow da American Physical Society · Sociedade Brasileira de Física · independent

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